
(Source: azude, via re-mar-amar)

Minha pequena, não se entrega tudo bem? Eu sei que não estamos juntos, e isso te faz chorar. Você não é a única. Eu queria, eu quero que o amor seja suficiente agora, que essa sua dor amenize, e que você possa sorrir como antes, voltar a ter aquele olhar de princesa feliz, aquela voz que soava como um sorriso, eu quero você do meu lado de novo. Confia em mim? Abraça seu travesseiro, bem forte, e chora pequena, eu também choro. Eu vou fazer tudo dar certo pequena, eu vou fazer você sorrir de novo, eu vou ser sempre seu princesa, eu vou ser sempre seu. Porque tem que ser tão difícil? Porque entre nos dois não nos cabe apenas amar.. Ei vida, se acalme, eu vou dar um jeito, eu vou descobrir como, eu vou descobrir o que é “algo mais”.
C.

De tanto falar, de tanto viver em voz alta, como não ter ferido alguém? Essa mania louca de comentar sobre tudo, de querer aumentar a nossa imunidade e sem querer, diminuir a dos outros. Eufemismo, cautela ao falar, quem se preocupa? São apenas lições ditas, e necessariamente não precisam ser sentidas. Pra que aprender a falar então? Se for faltar com a verdade, pra que falar? Porque viver em voz alta? Somos reticências de lembranças, vírgulas de conclusões, e falamos. Choramos, criticamos, apontamos, como se o ato de falar tornaria as coisas mais fáceis. E sem quere, aquela palavra dita com espontaneidade, entra no ouvido de outras pessoas como se elas estivessem lendo um livro de auto-ajuda. Algumas palavras ditas por acaso também ajudou alguém, às vezes uma vontade de fazer algo bom, ou até mesmo de mudar por completo. Palavras… Esse modo louco, que pode tornar o segundo antecedente ao beijo, o segundo mais bem aproveitado se dito por uma palavra de carinho. Ou até mesmo arrumar uma briga pela vírgula mal colocada. Como já dizia Rubem Braga “Alguma coisa que eu disse distraído – talvez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém”
C.
Ei pequena… Olha o que aconteceu com nós, olha só o que o destino nos reservou. O total inesperado.
Quem diria? Eu te achava à chata sem graça, e você me achava o galã retardado, o tipo de homem perfeito pra você sentir nojo. Olha só tudo que você me ensinou, olha só no que você me tornou. O menino que queria dominar, sendo dominado. Aconteceu. Talvez a melhor se não a única perfeita sensação que alguém pode sentir. Você me ensinou a entender o que era aquelas famosas “borboletas no estomago”. Eu cuidava de você, te deitava no meu colo, e você sabe tanto quanto eu, que o mundo era problema pequeno perto das dificuldades de achar um nome pro nosso filho. Eu me sentia um herói por poder cuidar de você, mas ao mesmo tempo um menino quando você me olhava com aquele olhar de mulher. Lembra quando eu falei com a sua mãe? Se ela me perguntasse qual era minhas intenções com você a única coisa que eu pensaria em responder era te seqüestrar, te roubar pra mim, casar, e dar netos a ela. E ela me acharia um drogado, irresponsável que só queria brincar com você. Mas quer saber? Eu era, e sempre serei. Um drogado por você. Perco o juízo quando te beijo, e quero brincar muito, quero te fazer sorrir todos os dias pra me sentir seu anjo sem asas. O seu ciúme.. Velho, me olhar com aquele olhar de posse, e brava, eu me perdia… Eu nunca soube como agir com você. Pra que mexer tanto comigo em? Eu sempre tive medo, medo de me apaixonar, e não saber como manobrar as coisas pra que tudo dê certo, medo de me apaixonar e não conseguir fazer qualquer coisa sem pensar em alguém. Sempre tive medo de ser de alguém, medo de ser seu mais do que eu podia ser de mim mesmo. Mas quando eu vi que já tava nessa historia, que era hora do meu medo acabar, eu já estava na sua mão, eu já tava apaixonado, era tarde pra tomar cuidado. Eu me entreguei, eu cuidei, senti ciúmes, me declarei pra te ver sorrir, meus desabafos não passavam de declarações baseadas em “preciso de você”.
Ei pequena, o que aconteceu? A culpa foi minha não foi? Eu sei… Me perdoa, olha, eu nunca fiz nada com a intenção de tirar um sorriso seu. Eu nunca quis fazer sair uma lagrima no seu olho que não fosse de alegria. Me perdoa por fazer isso. Olha o que aconteceu com nós, veja no que virou meu desabafo, olha só o que o Destino no reservou, a saudade… O dicionário trás saudade como sinônimo de nostalgia, e nostalgia como sinônimo de melancolia, dor. No meu dicionário, todas essas palavras têm um sinônimo só, você.
Minha princesa, obrigado? Você me trouxe as melhores sensações, você me ensinou a amar, e mais do que isso. Me ensinou a respeitar, por mais clichê que seja, você me ensinou que a vida não é só noites com garotas de corpo bonito e beijo bom, brigado por fazer as coisas se tornarem perfeitas, e ao lado de uma menina perfeita. Por mas que tenha acabado a nossa história sempre será linda, como você é. O nosso futuro, sempre será confuso como eu sou. E as nossas lembranças serão como saudade, assim como nos somos.
C. (nuncaentregue)
(Source: cool--cool, via re-mar-amar)